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O que olhar num relatório de tráfego pago?
Atualizado em 22 de julho de 2026
Num relatório de tráfego pago, olhe cinco métricas: custo por lead, taxa de qualificação dos leads, custo por venda, ROAS e taxa de conversão do funil. Elas ligam a verba ao caixa. Alcance, impressões e cliques até aparecem no relatório, mas servem de contexto, não de decisão.
As cinco métricas que importam para o dono
Cada métrica útil responde a uma pergunta de gestão. Se um número não muda nenhuma decisão sua, ele não precisa estar na primeira página do relatório.
- Custo por lead (CPA). Quanto você paga por cada contato gerado. Interprete pela tendência: CPA caindo ou estável com o mesmo volume indica operação saudável; CPA subindo sem explicação exige investigação de criativo, público ou oferta.
- Taxa de qualificação. Dos leads gerados, quantos têm perfil e intenção reais de compra. É a métrica que impede o CPA de mentir: lead barato que não compra sai mais caro que lead caro que fecha.
- Custo por venda. Quanto de verba foi necessário para cada negócio fechado. Confronte com a margem do produto ou serviço: se o custo por venda cabe na margem, a campanha se paga; se não cabe, nenhum clique bonito salva.
- ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios). Quanto de receita cada real de mídia gerou, quando a venda é rastreável. Use com o custo por venda, nunca sozinho, e entenda qual ROI é realista no seu setor antes de julgar o número.
- Taxa de conversão do funil. Onde os contatos se perdem entre anúncio, página, atendimento e fechamento. Ela mostra se o problema está na mídia ou no que acontece depois do clique, o que muda completamente a solução.
Métricas de vaidade: o que enfeita e não decide
Impressões, alcance, cliques, curtidas e seguidores medem exposição, não resultado. Elas têm utilidade técnica para quem opera a campanha, como diagnóstico de criativo ou de segmentação, mas não respondem a pergunta de dono. O sinal de alerta é o relatório que abre com esses números em destaque e esconde custo por venda nas últimas páginas. Quando a verba é discutida, a primeira pergunta deve ser sempre a mesma: quanto entrou no caixa para cada real que saiu. Isso também depende do volume investido, então vale cruzar o relatório com a régua de quanto investir em tráfego pago por mês.
Na prática, no interior
Nas empresas que atendemos em Birigui, Araçatuba e região, o erro mais comum é medir a campanha pelo barulho: muita mensagem no WhatsApp, muita curtida, telefone tocando. Quando cruzamos os contatos com as vendas efetivadas, às vezes o canal barulhento é o pior em custo por venda e o canal discreto é o que sustenta o mês. Relatório bom para empresa média do interior cabe numa conversa de trinta minutos: verba investida, leads, qualificação, vendas e o que muda no próximo período.
Se o seu relatório atual não responde quanto custou cada venda, vale revisar a estrutura da operação. Essa leitura é parte do nosso trabalho de gestão de tráfego pago e pode começar por uma conversa no WhatsApp da desigual.
Perguntas relacionadas
Quais métricas de tráfego pago realmente importam?
As que conectam verba a dinheiro: custo por lead, taxa de qualificação, custo por venda, ROAS e taxa de conversão do funil. Cada uma responde a uma pergunta de decisão, como manter, ajustar ou cortar uma campanha. Métricas que não mudam nenhuma decisão são decoração.
Muito clique e alcance significam que a campanha está boa?
Não necessariamente. Alcance, impressões e cliques mostram que o anúncio está sendo exibido, não que está vendendo. Uma campanha pode ter números de exibição ótimos e custo por venda ruim ao mesmo tempo, e só a segunda informação paga a conta.